Sua origem mais antiga é na forma de arte rupestre, época das cavernas.
A escrita antiga era feita por forma de linguagens pictóricas, que são as escritas ideográficas, o pictograma chinês, a escrita cuneiforme ou os hierógrafos egípcios.
“A arte está na base do desenvolvimento de todas as culturas e civilizações”-Xavier.
Podemos utilizar a arte como técnica de tratamento nas formas de música, dança, artes marciais, práticas milenares como o yoga, o tai chi chuan, a escultura, a pintura, a mandala, a argila, o barro, o gesso, entre outras.
As primeiras pesquisas realizadas foram no final do século XIX, com a abordagem de manifestações artísticas em doentes mentais.
Freud faz análises de obras de arte sob a ótica da teoria psicanalítica, no séc.XX.
Constatando que o inconsciente humano se expressa por meio de imagens de conteúdo simbólico que “escapam” da mente mais fácil que palavras.
Já Carl Gustav Jung, utilizou as formas de expressão artística como parte do tratamento psicoterápico.
No Brasil tiveram nomes como Osório César, que baseava seu trabalho nas orientações freudianas em São Paulo, enquanto Nise da Silveira tinha seu trabalho com orientação junguiana.
A distinção entre arte terapia e arte integrativa:
Arte-terapia: Ela enfatiza a interconexão entre o processo artístico e a psicologia, deste modo integra as diferentes teorias psicoterapêuticas e diferentes modalidades de arte para serem exploradas pelo terapeuta e pelo paciente, como uma forma de comunicação emocional, que tem como objetivo trabalhar a transformação pessoal e gerar a mudança.
É simplesmente definida como uma terapia por meio da arte, que através da produção de imagens, alheias de qualquer julgamento estético, funcionarão como mapas simbólicos rumos aos conteúdos inconscientes.
Arte-integrativa: Desenvolveu-se com maior força na Europa nos anos 90, esta técnica proporciona ao profissional maior flexibilidade e ampliação de suas habilidades e um maior repertório de ferramentas para aplicar na área desejada.
De acordo com a necessidade individual de cada paciente, trabalha-se com um material mais apropriado, trabalhando o físico, o cognitivo e o emocional.
Faz-se necessário uma boa formação para que estas interpretações não sejam de forma errônea, podendo assim prejudicar o paciente, ao invés de ser uma ferramenta benéfica ao tratamento proposto.
Referências: aulas durante a formação em Naturologia.
Livros:
Arteterapia com idosos – ensaios e relatos. Vanessa Coutinho-Editora Wak. Rio de Janeiro-RJ, 2008.
O mundo secreto dos desenhos – uma abordagem junguiana da cura pela arte. Gregg M. Furth. Editora Paulus.2° edição. São Paulo-SP, 2006.
Arteterapia e Envelhecimento. Deolinda M.C.F.Fabietti. Editora: casa do psicólogo.São Paulo-SP, 2004.